sábado, 7 de janeiro de 2012

Temer

Tenho medo de parar de vez.
Medo de olhar pra traz, de soltar
as mãos.
Medo de me entregar ao medo.
Tenho medo da solidão.
Por onde andei perdi pessoas
amigos, mas não perdi o medo.
Tenho medo dos meus sonhos,
medo de lutar por eles.
Tenho medo das minhas memorias,
medo de sonhar.
De andar pra frente, de seguir adiante.
Medo de recomeçar.
Desvio de obstáculos, permaneço no chão.
Levanto com medo, danifico minha visão.
Mas se olho pra mim e recupero a razão
percebo que o medo me impede
de a ele dizer não.                  
                                 Emanoela C. Santos

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