quinta-feira, 21 de julho de 2011

Interpretando Fernando Pessoa!!!

Acho muito interessante as tentativas de nossos professores de literatura de interpretar grandes escritores, comigo ocorria sempre do professor interpretar de uma forma totalmente diferente da forma como eu interpretava, até hoje eu defendo a teoria de que Capitu traiu Bentinho e eu não sei porque (ora bolas) as pessoas acham que não, na verdade o mundo é dividido entre pessoas que acreditam que Capitu é uma adultera e pessoas que acreditam que Bentinho era Louco. Enfim, nas aulas de literatura meu professor deu uma certa ênfase a Fernando Pessoa, achei muito interessante a forma como ele expunha suas  obras, raramente pelo seu verdadeiro nome, Fernando Pessoa tinha heterônimos que possibilitava-o de escrever sobre diversas coisas só que cada um com pontos de vista diferentes.Neste aspecto acho que compreendi esta dinâmica de Pessoa, dentro de nós temos vários de nós, temos o eu na escola ou na faculdade, o eu educado, o eu compreensivo, o eu revoltado, o eu apaixonado (que muitas vezes irrita o eu realista). Não adianta dizermos que não, pois quando acordamos não sabemos o que nos espera no decorrer do dia e dependendo do que nos aguarda o eu que é propicio a circunstância também desperta. Pessoa tinha grandes EUs,  eles foram: Álvaro de Campos ( este era revoltado, crítico, amava a velocidade e a vida moderna), Ricardo Reis (este é disciplinado, boêmio, e ama a mitologia não cristã) e enfim meu preferido Alberto Caeiro (Camponês modesto que só acredita naquilo que vê), quem se interessar, a próxima postagem trará poemas de cada um destes para compreender melhor suas características. Meu objetivo nesta postagem é interpretar uma grande obra de Pessoa, que me intrigou muito ao ouvi-la, e basicamente resume o homem em suas manifestações de civilidade:
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana 
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; 
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia! 
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam. 
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? 
Ó principes, meus irmãos, 

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? 
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. 
Álvaro de Campos
Este poema denota basicamente o universo interior do homem, as imperfeições, as calamidades intimas, que nós conhecemos mas que não deixamos a mostra, pois na teoria somos Príncipes (como diria Álvaro de Campos) e na prática somos ridículos e vis. 
Um salve a Fernando pessoa.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Só mais uma sobre educação!!!

Ha tempos tenho necessidade de falar a respeito de educação!!!
Ha sério? Que chato...
Mas vou manifestar minha opinião assim mesmo, não quero parecer moralista mas tenho me aborrecido profundamente com o andamento deste sistema.
E decidi parar pra pensar aonde encontrava-se o problema...
Será que encontra-se em nossos governantes?
Será que encontra-se nos professores?
Será que encontra-se nos alunos?
Nos alunos? Acho que não... Acho que os alunos são só vítimas...
E aí que nos enganamos, o erro se encontra em todos, nos governantes pelo egocentrismo, nos professores pela displicência, nos alunos pelo comodismo[...]E é nestes em que encontram-se os maiores erros. Pois o comodismo do aluno de ontem resulta no egoísmo do profissional de hoje.
Nós seres errantes possuímos um exótico defeito de culpar nossos superiores pelo erro que cometemos, o aluno culpa os professores que por fim culpam os governantes e o salário que recebem.
Tento compreender por que ha pessoas que encontram-se no terceiro ano do ensino médio e tem a mesma capacidade de leitura que uma criança da segunda série? Por que professores preocupam-se com a estética do meu caderno e não com meu aprendizado? Por que filhos dos nossos governantes estudam nas melhores escolas e ocupam as melhores vagas nas faculdades federais?
Por que  quando poucos alunos do terceiro ano, tem capacidade de passar em uma prova de vestibular e a escola e o governo tornam-se obstáculos, o que os torna totalmente reversos aos pepeis que lhes são confiados.
É por isso que venho através deste blog pedir aos alunos das escolas públicas que valorizem a aprendizagem, que busquem diferenciar-se das pessoas inertes e desacordadas da realidade, das pessoas que pela ignorância que incrivelmente adquiriram na escola colocam no poder palhaços que fazem piadas  da miséria intelectual do povo brasileiro acomodado, que valorizem seus poucos e bons professores, para que futuramente esta  profissão seja vista como a medicina é vista hoje.
E agradeço a todos que se deram ao trabalho de ler esta postagem!!!!
Um abraço!!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Princípio!!!

Bom, diante de toda tecnologia, diante de vlogs e coisas mais eu recorri a esta forma mais simples de expressar meu ponto de vista à certas coisas e acontecimentos, não me importo se ninguém se interessar, não escreverei pela mídia e sim por prazer. O nome do blog para mim é algo que buscarei decifrar agora, As poesias dos homens, será divulgado assuntos além de literatura e poesia. Para expressar melhor este título fui buscar no dicionário o significado de poesia, e achei isto "Arte de criar imagens, de sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados." Dicionário Aurélio, então conclui que toda manifestação do homem seja ela na área que for é poesia, no meu ponto de vista. Pois em tudo expressa-se som, ritmos e significados seja em uma conversa entre amigos, seja em uma aula interessante na faculdade ou na escola, que chega a gerar toda uma reflexão a respeito de certos assunto que decidi compartilhar com quem se interessar. Isso nasceu da necessidade que sinto de expurgar ideias que me sufocam e que não vejo oportunidade de compartilhar com quem se interesse, na maior parte do tempo as pessoas estão ocupadas e eu também, ocupados com coisas cotidianas não temos tempo para refletir sobre coisas que são necessárias para nos organizarmos em nossa rotina ou para suportarmos o sufoco que ela nos traz. E  notei que só consigo manifestar minhas minhas ideias enquanto as pessoas dormem, então as ideias manifestadas neste blog serão publicadas na calada da noite. Um abraço!!!